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04/06/2019 09:02 | Autor: Editor

Seguro obrigatório DPVAT deve ser extinto

O seguro obrigatório DPVAT, que cobre lesões e mortes em acidentes de trânsito, pode estar com os dias contados.
A nova superintendente da Superintendência de Seguros Privados, Solange Vieira, declarou favorável ao fim do modelo atual de cobrança.
Segundo ela já foram identificados alguns problemas no sistema, com um índice elevado de denúncias, além do funcionamento sobre uma estrutura de monopólio.
O DPVAT, é pago anualmente por todos os proprietários de veículos e é administrado por um consórcio de seguradoras privadas, apesar de ser uma taxa cobrada pelo poder público.
O nome desse consórcio é Seguradora Líder, e atrás dela estão gigantes como Bradesco, Porto Seguro, Caixa Seguros e Banco do Brasil, entre outras instituições.
O eventual fim do DPVAT não significa o fim da cobertura a vítimas de acidente de trânsito, mesmo a de pedestres não habilitados a dirigir, pois a alternativa que se busca seria desarticular o monopólio que fica sob controle da Seguradora Líder, que foi alvo de investigação da Polícia Federal sob a acusação de fraudes.
A partir de um estudo que analisou o seguro de acidentes de trânsito em 36 países, foi produzido um documento com 19 propostas para o aprimoramento do modelo de gestão do Seguro DPVAT e encaminhado à Susep, assinado conjuntamente com a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização e a Federação Nacional de Seguros Gerais.
A Líder propõe, por exemplo, que a indenização máxima passe de 13.500 para 25 mil reais, porém a revisão dos valores depende de mudança na legislação, uma vez que são definidos por leis de 1974 e 2009.