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24/05/2019 14:30 | Autor: Editor

Bolsonaro e Ratinho escapam de manifestações na inauguração de usina no sudoeste

Famílias que tiveram áreas alagadas ainda protestam pelo não pagamento de indenizações
Sem as presenças do presidente Jair Bolsonaro e do governador Ratinho Junior, que devido às fortes chuvas que caíram ontem a tarde no Paraná, não conseguiram decolar do aeroporto de Cascavel até Capanema, onde chegariam de helicóptero, a inauguração da Usina Hidrelétrica do Baixo Iguaçu, construída entre os municípios de Capanema e Capitão Leônidas Marques, foi relâmpago e marcada por reclamação de prefeitos da região.
Em vídeo gravado no aeroporto de Cascavel, Bolsonaro lamentou não ter participado da inauguração do empreendimento e prometeu fazer uma visita de cortesia a Capanema e bater papo com a população.
O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema, Luiz Eduardo Barata, se limitou a ler uma mensagem do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, na qual lembrou que será construído um portão de floresta nativa no entorno do espelho d’água da área alagada e um corredor de biodiversidade interligado ao Parque Nacional do Iguaçu.
O diretor da Copel, Daniel Pimentel Slaviero, destacou que o empreendimento é a demonstração de que é possível conciliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental e afirmou que o Rio Iguaçu ajuda a iluminar o Brasil. “
Nos bastidores, os prefeitos das duas cidades mostraram insatisfação por causa da pendência de indenizações para dezenas de famílias que tiveram suas terras alagadas pelo reservatório da usina e ainda reivindicam direitos.
O prefeito de Capitão Leônidas Marques, Cláudio Quadri, do PMDB, disse que o presidente da República precisa saber que ainda existem famílias que precisam receber as indenizações.
Segundo ele, são aproximadamente 50 só em Capitão, as quais ontem pela manhã fizeram um protesto na frente da prefeitura.
Por sua vez o prefeito de Capanema, Américo Belle, do PDT, disse que em seu município são poucas famílias que ainda não receberam as indenizações ou foram reassentadas pelo consórcio responsável pela construção da usina.
Segundo ele, na próxima semana haverá uma nova tentativa de acordo.
O prefeito disse ainda que muitas pessoas que perderam suas terras acabaram mudando de Capanema.
Sobre essa situação, o presidente da Copel, Daniel Slaviero, explicou que de todas as famílias atingidas e incluídas no caderno inicial da Agência Nacional de Energia Elétrica, 14 casos acabaram virando ações judiciais, por falta de acordo.

Outras famílias que não foram incluídas e, de alguma forma, tiveram suas propriedades atingidas, ainda lutam para ser indenizadas.