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21/03/2019 14:45 | Autor: Editor

Investigação de fake news contra o Supremo identifica suspeitos e cumpre mandados de busca e apreensão

A equipe que trabalha no inquérito para apurar uma onda de ataques e fake news contra ministros do Supremo Tribunal Federal se prepara para sair às ruas a partir desta quinta-feira .
Uma ação será para tirar do ar as contas nas redes sociais de dois dos autores identificados no caso.
A outra busca e apreensão visa recolher computadores e aparelhos usados por operadores dessa rede.
Um guarda civil metropolitano de Indaiatuba, no interior de São Paulo, e um advogado já foram identificados pela equipe que atua no inquérito como suspeitos de estarem por trás das ações.
O presidente do STF, Dias Toffoli, instaurou o inquérito, que corre em sigilo, no dia 14, e designou o ministro Alexandre de Moraes seu relator.
Desde então, houve uma redução dos ataques dirigidos aos ministros, segundo pessoas que acompanham o caso.
A iniciativa é uma resposta a postagens e mensagens ofensivas dirigidas ao Supremo por setores da sociedade, em parte incitadas por congressistas e procuradores da operação Lava Jato.
Ministros são acusados de favorecerem a impunidade, quando não de corrupção.
Entre os alvos da apuração pela onda de virulência ao STF estão Deltan Dallagnol e Diogo Castor, da força-tarefa do Ministério Público da Lava Jato.
Em outra frente, no Senado, congressistas tentam instaurar uma CPI para investigar eventuais desvios de ministros, apelidada de Lava Toga.
O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, no entanto, indicou que não levará a CPI adiante.
Ontem senadores apresentaram proposta de emenda à Constituição que estabelece mandato de oito anos para integrantes do STF.
A decisão do Supremo de abrir a investigação motivou críticas de procuradores e reforçou o embate da corte com integrantes do Legislativo.