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28/02/2019 14:37 | Autor: Editor

Para a Faep, sem prorrogação de dívidas, safra de verão está ameaçada

Com quebra já confirmada de quase 1 milhão de toneladas de soja, o que na prática representa quase 1 bilhão e 200 milhões de reais que deixa de circular na economia, os produtores da região Oeste do Paraná vivem um momento cercado por muita preocupação.


A região Oeste vive um momento de preocupação

Há cerca de um mês representantes do setor agropecuário, liderados pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná, pediram à ministra Tereza Cristina, que intercedesse nas instituições financeiras para a prorrogação de dívidas no campo.
Até hoje não houve resposta, com alegação recente da ministra de que se deve fortalecer o seguro rural de modo que não sejam necessárias as prorrogações de dívidas.
Sem resposta e com as contas batendo na porta - a maioria das parcelas anuais vence no mês de abril -, o campo está preocupado.
Segundo o economista da Faep Luiz Eliezer Alves da Gama, se não houver sinal verde para prorrogar as dívidas, será inviável custear a safra de verão 2019/2020, sobretudo nas regiões onde as perdas foram mais expressivas.
Uma possibilidade é a pressão política a partir da Frente Parlamentar da Agropecuária em Brasília e já não se descarta a judicialização do processo.
Ainda com base nas informações do economista, ainda não é possível dimensionar o volume das dívidas nem a quantidade de produtores com perdas mais elevadas, tendo em vista que em todo o Paraná a colheita da safra de verão chega agora à metade.
No Oeste, restam menos de 10% a serem colhidos, mas não existem dados regionalizados sobre as dívidas prestes a vencer.
Em todo o Paraná as perdas no campo somam 15%, mas existem regiões onde elas passam de 30%.
Com as linhas de crédito subsidiado pelo governo, hoje quase que a totalidade dos produtores rurais contrata financiamentos para custeio e infraestrutura.
A safrinha de milho não estaria comprometida porque o custeio havia sido contratado há alguns meses.
“É importante que haja essa prorrogação, pois isso pode inviabilizar completamente as próximas safras”, reforça o economista com preocupação.