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31/01/2019 14:55 | Autor: Editor

Agricultura brasileira libera uso de quarenta novos produtos agrotóxicos

Quarenta novos produtos comerciais com agrotóxicos receberam permissão para chegar ao mercado em breve.


Um deles é motivo de polêmica nos Estados Unidos


O Ministério da Agricultura publicou no Diário Oficial da União em janeiro o registro de 28 agrotóxicos e princípios ativos.
Entre eles um aditivo inédito, o Sulfoxaflor, que já causa polêmica nos Estados Unidos.
Os outros são conhecidos do agricultor brasileiro, mas que agora passam a ser produzidos por mais empresas e até utilizados em novas culturas, entre elas a de alimentos.
No Diário Oficial, a Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério Agricultura publicou lista com mais 131 pedidos de registro de agrotóxicos solicitados nos últimos três meses de 2018.
Eles ainda passarão por avaliações técnicas de três órgãos do governo.
Em matéria veiculada pelo site Repórter Brasil, especialistas apontam uma aceleração na permissão de novos registros, que estaria em “nível desenfreado”.
As autorizações publicadas foram aprovadas ano passado, ainda durante o Governo Michel Temer.
Nas duas primeiras semanas do Governo Bolsonaro, mais 12 produtos receberam registro para serem comercializados, segundo apuraram a Agência Pública e a Repórter Brasil.
Dos 28 produtos já publicados, um é considerado extremamente tóxico, o Metomil, ingrediente ativo usado em agrotóxicos indicados para culturas como algodão, batata, soja, couve e milho.
Além dele, quatro foram classificados como altamente tóxicos e quase todos são perigosos para o meio ambiente.
Quatorze são “muito perigosos” ao meio ambiente e 12 considerados “perigosos”: os mais tóxicos são o Metomil e o Imazetapir, o qual foi emitido registro para quatro empresas.
Eles são princípios ativos, ou seja, ingredientes para a produção de agrotóxicos que serão vendidos aos produtores rurais.
Apenas três fazem parte do grupo de baixa toxicidade, o menor nível da classificação toxicológica: o BioImune, o Paclobutrazol 250 e o Excellence Mig-66, indicados para culturas de manga e até mesmo para a agricultura orgânica.
Segundo o Ministério da Agricultura, os produtos não trazem riscos se usados corretamente.