Rádio Difusora

(45) 9-9841-0044
06/12/2018 14:55 | Autor: Editor

PIB do Agronegócio deve fechar o ano com queda de 1,6% em relação a 2017

Mas as exportações apresentaram aumento de 4,6%


A paralisação dos caminhoneiros e o tabelamento do frete são as principais causas, de acordo com Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.
A entidade fez um balanço ontem do setor em 2018, com as perspectivas para 2019, durante evento em Brasília.
Para o ano que vem a estimativa é otimista, com um crescimento de 2% no agronegócio brasileiro.
Em maio, a alta do preço do óleo diesel levou os caminhoneiros a uma paralisação de 11 dias, prejudicando os serviços e o abastecimento em todo o país.
Para encerrar a mobilização, o governo fez um acordo com a categoria para reduzir o preço do combustível, além de estabelecer uma tabela de preços mínimos para o frete.
De acordo com a Confederação Nacional da Agricultura, a paralisação encareceu o preço dos insumos agropecuários e afetou a comercialização da produção que apresentou queda nos preços.
As condições climáticas também não favoreceram para um aumento da produção e, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a safra de grãos deste ano deve ser 5,6% inferior à do ano passado.
Apesar dos prejuízos, o setor foi destaque nas exportações, com receita de 93 bilhões e 300 milhões de dólares até novembro, alta de 4,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
Neste ano, as exportações agropecuárias responderão por 42% das vendas do país e por 7,2% das exportações mundiais do setor.
Conforme a superintendente de relações internacionais da Confederação da Agricultura, Ligia Dutra, para 2019 as prioridades do setor no comércio exterior são a diversificação das exportações; a inclusão de pequenos e médios produtores no processo de exportação, principalmente na cadeia de frutas, aves e suínos; a celeridade nas negociações de acordos fitossanitários; e o fortalecimento das relações comerciais com países asiáticos.
Com o novo governo, a entidade espera pela melhora do ambiente de negócios e, para isso, defende as reformas tributárias e da previdência.
Outros pontos importantes são a melhoria nas condições de infraestrutura e a segurança no campo.