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10/10/2018 14:34 | Autor: Editor

Cotações da soja na Bolsa de Chicago tem dia negativo

Ontem foi um dia negativo para as cotações da soja na Bolsa de Chicago, que tiveram quedas de quase sete pontos nos principais vencimentos.


A queda do dólar muda o cenário de formação de preços

No Brasil, houve uma correção negativa do dólar, que se aproxima dos 3 reais e 70 centavos e muda todo o cenário interno de formação de preços.
O analista de mercado Carlos Cogo comenta que a Bolsa de Chicago precifica o aumento de produção de soja nos Estados Unidos.
Este fator, pré-fixado, se junta com o comportamento errático nas vendas, já que as exportações norte-americanas são afetadas pela tarifa de 25% imposta sobre a China.
Desta forma, questões como o clima e o atraso de colheita não têm sido suficientes para criar um ambiente altista nos futuros de Chicago.
A chegada da soja dos Estados Unidos no mercado deve criar mais uma pressão negativa.
A longo prazo, questões como o câmbio no Brasil e os prêmios nos Estados Unidos devem ser observadas, bem como deve-se fazer uma avaliação do que irá mudar no jogo com a escolha do novo presidente da república por aqui.
Ainda há uma avaliação do mercado financeiro de que a queda de 3 reais e 70 centavos para o dólar pode ter sido exagerada para baixo.
Por outro lado, a produção de soja do Brasil em 2019 deverá alcançar 119 milhões e 500 mil toneladas, estável na comparação com o volume recorde revisado de 2018, projetou nesta terça-feira a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, na primeira estimativa para a nova safra.
Até o mês passado, a Abiove previa uma safra de 118 milhões e 800 mil toneladas para 2018, com colheita encerrada há alguns meses.
Por ora, produtores estão no meio do plantio da nova temporada, cuja colheita tende a começar na virada de 2018 para 2019.
Ainda conforme a entidade, os embarques pelo maior exportador global da oleaginosa devem alcançar 71 milhões e 900 mil toneladas em 2019, abaixo do recorde de 77 milhões no ano anterior.
As vendas brasileiras foram impulsionadas neste ano pela crescente disputa comercial entre Estados Unidos e China, que culminou com Pequim taxando a soja norte-americana.
A medida levou compradores chineses a se voltarem com força para o produto brasileiro.
Embarques menores em 2019, contudo, devem contribuir para o aumento dos estoques domésticos: a Abiove prevê reservas de 3 milhões e 765 mil toneladas ao término do ano que vem, contra 1 milhão e 465 mil toneladas em 2018.