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19/09/2018 15:20 | Autor: Editor

Procuradora da República recorre contra decisão que tirou Beto Richa da cadeia

Em parecer protocolado nesta terça-feira, a procuradora-geral da República Raquel Dodge pediu que seja revista a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a soltura do ex-governador Beto Richa e outros 14 investigados na última sexta-feira.


O ex-governador chora e diz que manterá candidatura


Dodge pediu ao ministro que determine a remessa para "livre distribuição", como pedido de habeas corpus.
A Procuradoria Geral da República afirma que a defesa de Richa “adotou expediente jurídico exótico, que resultou no direcionamento de seu pedido para o ministro Gilmar Mendes”.
Os advogados do ex-governador entraram com o recurso baseado na “inconstitucionalidade da condução coercitiva de investigado”, em ação que era relatada por Gilmar.
De acordo com a procuradora Raquel Dodge, a tese “é incompatível com a natureza jurídica das decisões”.
Segundo ela, ainda que o argumento fosse válido, o “remédio cabível contra tal situação seria, em tese, a Reclamação Constitucional, e não uma petição” dentro da ação utilizada.
O ex-governador Beto Richa, sua esposa Fernanda e outros políticos empresários são investigados pelo crime de organização criminosa e lavagem de dinheiro no Programa Rádio Patrulha.
Por outro lado, no primeiro evento de campanha desde que foi preso e depois solto, o ex-governador Beto Richa reuniu 25 prefeitos em Curitiba, chorou e reafirmou que manterá a candidatura ao Senado.
Na segunda-feira passada, último dia do prazo para substituição ou troca de candidatos, a coligação da governadora e candidata à reeleição, Cida Borghetti, aprovou o afastamento de Richa da chapa, mas a decisão não tem efeito, já que ele só deixaria de concorrer em caso de morte, renúncia ou impugnação pela Justiça.