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16/07/2018 10:34 | Autor: Editor

Sociedade civil e entidades querem amplo debate sobre novos contratos de pedágio

Foto:Arquivo ANPr
O setor produtivo do Oeste e do Sudoeste do Paraná deixa cerca de 300 milhões nas praças de pedágio dentro do Estado.
O valor é de quem paga a conta: líderes cooperativistas, diretores de unidades produtivas e a sociedade civil organizada, como o Programa Oeste em Desenvolvimento.
Considerando os 20 anos em que foram pagos os pedágios, são 6 bilhões que encareceram o custo do transporte e, consequentemente, a produção local.
Com o fim das concessões se aproximando, em 2021, a discussão passa a ser mais acirrada acerca da formatação das novas propostas.
Há pouco mais de dois meses a governadora Cida Borghetti descartou a possibilidade de discutir a prorrogação dos contratos e solicitou ao Ministério dos Transportes uma nova forma de concessão para as estradas federais no chamado Anel de Integração, administrado por seis concessionárias em todo o Paraná.
Essa nova forma de concessão promete envolver um amplo debate com a sociedade, além de uma participação mais efetiva da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná como fiscalizadora dos contratos.
Para líderes da região Oeste, esse leque precisa ser ainda mais ampliado.
O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, lembrou que o grupo que venceu a concessão para administrar a BR-277, de Foz do Iguaçu a Candói, por exemplo, iniciou com um capital de R$ 8 milhões, isso lá no ano de 1997.
No primeiro ano de concessão, em 1998, o faturamento do grupo foi de quase 12 milhões, ou seja, 50% maior que o próprio capital inicial.
Com análise detalhada das prestações de contas desta e de outras concessionárias, sempre a partir das publicações em Diário Oficial do Estado, Dilvo reforça que nunca o faturamento líquido desse grupo em questão foi inferior a 18%.
O líder cooperativista reforça que o “Oeste precisa acordar e tomar posição sobre o assunto”, e lança o desafio: “Por que não criar aqui na região um consórcio de empresas que possam se habilitar nas concorrências públicas para não sermos mais subalternos de empresas que só queiram levar vantagem ou do capital estrangeiro?
Ele acrescenta que a região precisa formar suas empresas para discutir e tratar daquilo que é do interesse da Oeste e até mesmo para disputar a administração das praças de pedágio, gente que possa pensar no desenvolvimento como um todo.