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11/07/2018 15:22 | Autor: Editor

Iapar manifesta preocupação com estria bacteriana que atinge o milho

O Instituto Agronômico do Paraná confirmou a ocorrência da estria bacteriana do milho em lavouras das regiões Norte, Centro-Oeste e Oeste do Estado.


A doença reduz à metade o rendimento dos grãos

Até agora desconhecida no Brasil, a doença é causada por uma bactéria e tem potencial para reduzir à metade o rendimento de grãos em híbridos de milho altamente suscetíveis.
Segundo o pesquisador do Iapar, Adriano de Paiva Custódio, a ocorrência foi constatada primeiramente em áreas experimentais do Centro de Pesquisa Agrícola da Cooperativa Agropecuária Consolata, em Cafelândia.
Após a análise de plantas doentes encaminhadas ao Iapar, a presença da nova doença em território paranaense foi confirmada e notificada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
A estria do milho já foi registrada em Cafelândia, Corbélia, Nova Aurora, Palotina, Santa Tereza do Oeste, Toledo e Ubiratã, no Oeste; Campo Mourão e Floresta, no Centro-Oeste; Londrina, Rolândia, Sertanópolis e Mandaguari, no Norte.
O primeiro registro da estria bacteriana em lavouras de milho ocorreu em 1949, na África do Sul, e após décadas limitadas ao continente africano, foi detectada nos Estados Unidos em 2016.
Depois foi reportada na Argentina em 2017, de onde chegou ao Brasil, provavelmente pela proximidade.
Avaliações preliminares constataram a doença em mais de 30 híbridos cultivados nesta segunda safra, inclusive nos transgênicos.
Agrônomos esclarecem que a bactéria pode se propagar nas lavouras por meio da chuva, vento, água de irrigação e equipamentos como tratores, implementos, colheitadeiras e caminhões.
Também pode sobreviver de uma safra para outra na palhada e restos de culturas, ou mesmo em outras plantas hospedeiras, invasoras ou cultivadas – espécies como arroz e aveia também são suscetíveis à doença.
O uso de sementes idôneas e de cultivares menos suscetíveis, a desinfecção de equipamentos, a adoção da rotação de cultivos e a destruição de restos de cultura são as principais práticas de controle.
Como ação emergencial, os pesquisadores defendem o investimento em testes nas principais cultivares de milho atualmente disponíveis no mercado, juntamente com a avaliação de produtos químicos registrados para a cultura que podem ter efeito bactericida e bacteriostático.