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20/06/2018 14:51 | Autor: Editor

Discussão sobre uso irregular de agrotóxicos lota auditório da Unioeste

Uso indiscriminado , regras de fiscalização e responsabilidade civil são assuntos sobre agrotóxicos que fazem pauta de discussões em Marechal Cândido Rondon e no Congresso Nacional.
Em Brasília, a votação do projeto de lei 699/2002, que flexibiliza as regras para fiscalização e utilização de agrotóxicos no País, foi suspensa pela Comissão Especial ontem a tarde no início da reunião.
A deputada Tereza Cristina, presidente da Frente Parlamentar Agropecuária e da comissão, disse que pretende retomar a votação nesta semana, mas a oposição declarou que a própria deputada teria dito, anteriormente, que suspenderia a votação ontem, para uma próxima sessão.
Depois de mais de cinco horas de debate, troca de acusações e críticas entre parlamentares das bancadas ruralista e ambientalista, a votação não foi concluída.
O projeto de lei é profundamente criticado por instituições do próprio governo, como o Ministério da Saúde, o Ministério do Meio Ambiente e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, além do Ibama.
Na avaliação de técnicos desses órgãos o projeto enfraquece o processo de fiscalização no País e abre o setor para entrada de substâncias que já foram banidas da maior parte das nações, por conta de seus riscos à saúde.
O Instituto Nacional de Câncer é um dos órgãos que também atacam o uso de agrotóxicos no País.
O Ministério da Agricultura e a bancada ruralista negam essas acusações, dizem que a "farmácia do campo" está defasada e que precisam de produtos mais competitivos.
O Brasil é hoje o maior consumidor de agrotóxico em todo o mundo.
Em Marechal Cândido Rondon hoje pela manhã aconteceu na Unioeste o Seminário Agrotóxicos e as consequências do uso abusivo, organizado pela Adapar, Unioeste, Embrapa e Ministério Público do Paraná.
Palestraram: Adeney de Freitas Bueno, da Embrapa, sobre manejo integrado de pragas como ferramenta para sustentabilidade da Agricultura: Anderson Lemiska, da Adapar, sobre responsabilização administrativa pelo comércio, prescrição e uso irregular dos agrotóxicos; e o promotor rondonense Alexsandro Luiz dos Santos, sobre a responsabilização civil pelo uso abusivo de agrotóxicos.
O especialista da Embrapa Soja de Londrina, Adeneyde Freitas Bueno, agrônomo e especialista em manejo integrado de pragas, diz que agrotóxicos, diante do alto volume de produção “é um mal necessário”, mas que sua utilização precisa ser equilibrada..