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30/05/2018 08:58 | Autor: Editor

Greve dos caminhoneiros causa prejuízos de 200 milhões/dia as cooperativas do Paraná

Ao entrar hoje em seu 10º dia de duração, a greve dos caminhoneiros gera perdas significativas em todas as cadeias produtivas do agronegócio paranaense, trazendo consequências para o campo e para a cidade, e causando sequelas econômicas que ainda vão demorar muito tempo para serem sanadas.
A FAEP e diversos sindicatos rurais do Paraná inicialmente apoiaram o movimento dos caminhoneiros, por entender que as reivindicações eram justas.
A Federação encaminhou ofício para diversas autoridades federais e estaduais, inclusive para o presidente da república e para a governadora do Paraná, solicitando soluções urgentes para reduzir a carga tributária incidente sobre o diesel, que pode chegar a 45% do preço na bomba.
Porém, após o governo atender as demandas dos caminhoneiros, os protestos não fazem mais sentido.
“Restabelecer o abastecimento tanto de combustível como dos produtos de alimentação da população se faz urgente”, afirmou o presidente da FAEP, Ágide Meneguette.
Numa tentativa de dimensionar os impactos da paralisação, o Departamento Técnico da FAEP elaborou um estudo, onde elenca as dificuldades enfrentadas por cada cadeia produtiva da agropecuária paranaense até o momento, além da atividade no Porto de Paranaguá e junto aos agentes financeiros.
A avicultura e a suinocultura são as atividades mais atingidas pela paralisação.
De acordo com o levantamento da FAEP, 245 mil suínos deixaram de ser abatidos no Estado, impedido com que R$ 107 milhões circulassem na economia paranaense.
Ainda, o documento aponta que 59 milhões de frangos não foram abatidos, enquanto quase 70 milhões acabaram morrendo no Brasil, entre frangos e pintainhos.
Na pecuária de leite, os produtores rurais também registram prejuízo: com a coleta suspensa por conta da greve dos caminhoneiros, muitos estão sendo obrigados a jogar leite fora.