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16/04/2018 10:48 | Autor: Editor

Falta de uma melhor conservação de solos preocupa agrônomos da região

Ontem, o Dia da Conservação de Solo serviu de alerta sobretudo para uma região essencialmente agrícola com a do Oeste do Paraná.
Para as autoridades em sanidade vegetal, o caminho mais seguro é o da conscientização.
O uso da terra para a produção é calcado geralmente calcado no binômio soja e milho, sem rotação de culturas, representa ameaça de lavouras inteiras em um futuro não muito distante, podendo até levar a um processo de desertificação de áreas.
Mesmo com um solo tão rico, fértil e consequentemente produtivo, basta um descuido para que isso ocorra e a luz de alerta já está acesa.
“Uma área degradada, sem os devidos cuidados, não produz”, reconhece o engenheiro agrônomo José Augusto de Souza.
Como ex-secretário de Agricultura por diversos anos em Toledo, ele conhece bem os problemas enfrentados por alguns produtores.
Aliás, a Regional da SEAB figura em quarto lugar em um ranking paranaense nada positivo.
Segundo dados da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, a partir da Gerência de Sanidade Vegetal, no Programa de Fiscalização do Uso do Solo Agrícola, são 25 processos em tramitação na regional, 11 deles já foram julgados e já resultaram em aplicação de multas no valor global de R$ 57.811.
Para José Augusto de Souza, um dos exemplos clássicos que provocam a degradação do solo pode ser encontrado com certa facilidade em algumas propriedades de médio e grande porte.
Ele explica que com a evolução e o aumento físico das máquinas e implementos agrícolas, para levar seus equipamentos para o campo muitos produtores rebaixaram os sistemas de conservação de solo, curvas de nível, por exemplo.
Isso vem casado com chuva em excesso nos últimos dois anos, que foram bem acima da média, intensificando a erosão,
José Augusto lembra que outro problema recorrente é a falta de uma rotação de cultura adequada, mantendo a opção soja-milho.
O cultivo sistemático com lavouras únicas traz problemas à conservação e, neste caso, é importante implantar outra cultura, como aveia, trigo ou outra forrageira, justamente para preservar a qualidade e ganhar mais produtividade nos ciclos seguintes.
Segundo o agrônomo, a palhada do milho se decompõe com mais rapidez do que as forrageiras deixando o solo mais vulnerável em período como os meses de julho e agosto quando, além do frio, venta muito.