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05/03/2018 15:02 | Autor: Editor

Deputados paranaenses preparam troca de partido para facilitar reeleição

Dentro dos prazos estabelecidos pela legislação eleitoral, na chamada “janela partidária” começa nos próximos dias a movimentar a troca de partidos envolvendo aqueles que vão disputar as eleições deste ano.


Janela da infidelidade abre quarta e fecha dia 7 de abril


A janela da infidelidade abre no próximo dia 7, quarta-feira, um período de um mês em que deputados poderão trocar de partido sem o risco de perder o mandato e isso já está agitando o “mercado” de mudança de siglas entre a bancada paranaense em Brasília.
Pelo menos sete dos 30 deputados paranaenses na Câmara Federal admitem a intenção ou a possibilidade de trocar de legenda até 7 de abril, quando termina o prazo para quem vai disputar a eleição de outubro definir seu destino partidário.
Dos 30 deputados eleitos em 2014 oito já mudaram de sigla .
Na semana passada, o deputado Aliel Machado, que foi eleito pelo PCdoB e depois trocou a legenda pela Rede da ex-ministra Marina Silva, divulgou a decisão de migrar para o PSB assim que for aberta a “janela”.
Osmar Serraglio, eleito pelo PMDB, partido ao qual sempre foi filiado, deve mudar para o PP pois teria perdido espaço no partido presidido pelo senador Roberto Requião, seu adversário político.
Serraglio mira apoio a Cida Borghetti ao governo do Estado, em provável aliança com o governador Beto Richa , que pode ainda sair candidato ao Senado.
Outro deputado da lista de trocas é Fernando Francischini, eleito em 2010 pelo PSDB, trocou a legenda pelo PEN em 2012 e depois pelo Solidariedade , pelo qual foi reeleito em 2014, e hoje ensaia mudança para o PSL.
A migração de Francischini está atrelada à vontade do presidenciável Jair Bolsonaro, que chegou a anunciar junto com ele a mudança ao PEN-Patriotas.
O partido até mudou de nome e estatuto para abrigar o novo grupo e Francischini já se dizia presidente da legenda no Paraná porém Bolsonaro desistiu, alterando com isso os planos de todo o grupo e agora, o PSL parece ser o caminho para ambos.
Esse movimento acabou causando a saída de Alfredo Kaefer eleito pelo PSDB em 2006, mas que trocou a sigla tucana pelo PSL em 2016 e agora deve mudar para o Podemos.
Alfredo Kaefer teria se sentido excluído por Bolsonaro que não o procurou para falar sobre as mudanças no partido e como a maioria, ele só aguarda a abertura da janela para anunciar a mudança.