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02/02/2018 09:12 | Autor: Editor

Operação Quadro Negro pode mudar os rumos da sucessão estadual

A Operação Quadro Negro pode ser bem mais do que uma investigação criminal porque ao ouvir secretários de estado e assessores do governador às vésperas da eleição, a operação da Polícia Federal tem potencial para mudar profundamente o quadro eleitoral no Paraná.
Ontem foram ouvidos três dos assessores mais próximos de Beto Richa, entre eles os homens que são considerados seus dois principais articuladores políticos.
A Quadro Negro, para quem não acompanhou, investiga um fato concreto e gravíssimo: o governo do Paraná estava pagando empreiteiras por escolas nunca construídas.
O dono da empreiteira disse que fazia isso, em parte, para desviar o dinheiro das escolas para campanhas políticas, entre elas, a do governador.
Beto Richa nega qualquer irregularidade porem desde o começo da operação, as pistas foram levando o caso cada vez para um círculo mais próximo ao governador e segundo observadores, hoje é difícil saber aonde tudo isso pode chegar.
O governador Beto Richa tem uma decisão importante para tomar nos próximos dois meses: se sai ou não do governo para disputar o Senado.
Se for eleito senador, qualquer investigação contra ele segue para o Supremo Tribunal Federal, onde tudo anda mais lentamente e aí ele terá força política para se defender.
A decisão da renúncia de Beto tem sido vista como o ponto determinante para que se saiba como vai ser a eleição paranaense.