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19/10/2017 14:35 | Autor: Editor

Câmara aprova arquivamento da segunda denúncia contra o presidente Temer

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira o relatório favorável ao arquivamento da segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer.


O afastamento de Aécio Neves também foi derrubado no Senado


Foram 39 votos favoráveis ao presidente e 26 contra, com 1 abstenção —dois a menos do que o Planalto obteve na análise da primeira acusação criminal pela comissão: três a menos do que esperava ter agora.
A palavra final será dada pelo plenário da Câmara, em votação na semana que vem.
Nesta segunda denúncia, Temer é acusado pelo Ministério Público de obstrução da Justiça e de integrar, ao lado dos ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, da Secretaria-Geral, uma organização criminosa que teria recebido ao menos 587 milhões de reais em propina.
O relatório aprovado foi elaborado pelo governista Bonifácio de Andrada, do PSDB de Minas Gerais, cuja escolha aumentou a crise interna de seu partido, dividido em relação ao apoio a Temer.
Na primeira denúncia contra o presidente da República, por corrupção passiva, a Comissão de Constituição e Justiça aprovou em julho parecer contrário ao prosseguimento do caso, por 41 votos a 24.
Nos dois casos, os partidos governistas patrocinaram trocas na comissão com o objetivo de assegurar um placar confortável ao Palácio do Planalto.
Por outro lado, a volta de Aécio Neves, do PSDB de Minas Gerais, ao Senado foi marcada pela pressão de uma ala de seu partido para que ele deixe definitivamente a presidência da sigla, da qual está licenciado desde maio.
Acusado de corrupção passiva e obstrução da Justiça, Aécio foi gravado por Joesley Batista, da JBS, a quem pediu 2 milhões de reais.
Por esse motivo, teve o afastamento do mandato decretado pela Justiça e revertido pelo plenário do Senado na terça-feira passada.
O presidente interino da sigla, senador Tasso Jereissati, defendeu publicamente a renúncia e disse que o mineiro não tem condições de permanecer no posto.
Tasso já defendeu outras vezes a renúncia do senador mineiro, mas o assunto foi adiado até dezembro, para quando está prevista uma convenção nacional.