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16/10/2017 09:15 | Autor: Editor

Cada morte no trânsito do Paraná pode custar mais de um milhão de reais


A cada ano, mais de 3 mil paranaenses perdem a vida no trânsito.
Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2006 e 2015, último ano com dados disponíveis, foram 31.347 óbitos no Estado, mortes essas que além de um imenso prejuízo emocional aos familiares e amigos, também provocam custos sociais e financeiros, quando somados o valor gasto no socorro, atendimento médico, perdas materiais, entre outros.
E o valor da perda pode ser ainda maior se for somada também a produtividade do indivíduo até o fim de sua vida estimada caso não tivesse morrido.
No Paraná, o impacto econômico da violência no trânsito é gigantesco e em dez anos os gastos chegam a 34 bilhões de reais, o equivalente a um custo de 1 milhão e 887 mil reais para cada morte.
Para se ter noção do que isso representa, o orçamento do governo estadual para 2018 é de 60 bilhões e 700 milhões de reais, com um gasto estimado de 28 bilhões de reais somente com o funcionalismo público.
Em um estudo recente, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada apontou que o aumento dos custos e do número de mortes no trânsito teria relação com o crescimento da frota de veículos, o que aumentaria “os conflitos nas ruas e rodovias e, consequentemente, a quantidade de vítimas no trânsito”.
De 2006 até 2015 a frota paranaense havia crescido 81,4%, com especial destaque para as motocicletas (88%) e os automóveis (74%).
No período analisado, foram mortos 8.716 ocupantes de automóvel e 7.167 motociclistas em acidentes de transporte.
Em terceiro lugar no ranking de vítimas aparecem os pedestres, com 6.632 vítimas fatais.