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26/09/2017 14:52 | Autor: Editor

Falta de chuvas compromete a colheita da mandioca e preço se eleva no Estado

Valorização da tonelada deve se manter até março de 2018
A estiagem , que retarda o plantio da safra verão no Paraná, também tem impedido a colheita de mandioca e feito com que o preço volte ao patamar recorde registrado entre o fim de janeiro e o início de fevereiro deste ano.
Na semana passada a alta foi de 7,8% em relação aos sete dias anteriores, com média nominal de 559 reais e 2 centavos por tonelada da raiz, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Universidade de São Paulo.
A expectativa é que os preços permaneçam nesse patamar ao menos até março de 2018.
Com a seca, os produtores não conseguem colher o tubérculo pois além de exigir muito mais força para retirar a mandioca do solo, existe risco de quebra da raiz e consequentemente, prejuízo para o produtor.
A região de Paranavaí, no noroeste paranaense, é a maior produtora de fécula do País e concentra as indústrias do setor no Estado.
Naquela região o preço médio atingiu o maior patamar na última sexta-feira, ao bater em 614 reais e 11 centavos por tonelada, conforme o Cepea.
Para o produtor, o problema é não conseguir colocar no mercado um produto que está valorizado e que contribuiria para recuperar recursos depois da baixa de preços do ano passado.
O mercado vem de ciclos de altos e baixos desde 2013, quando a seca no Nordeste do País elevou a demanda pelo produto paranaense e, por consequência, os preços locais.
A rentabilidade maior levou ao aumento da área plantada, que derrubou o valor abaixo do custo de produção em 2015 e fez com que muitos agricultores quebrassem ou ficassem inadimplentes.
Assim, houve nova redução de 21% no espaço ocupado pela mandioca na safra 2016/17 em relação à anterior, segundo o Deral da Secretaria de Estado da Agricultura.
Na indústria, a falta de produtos e a seca dos últimos meses fizeram com que a capacidade ociosa chegasse a 80% em setembro.
O Paraná corresponde por 70% do volume de fécula produzido no País, com 42 fecularias ativas e mais 60 fabricantes de farinha de mandioca.
Os núcleos regionais mais representativos ficam em Paranavaí, Campo Mourão, Toledo e Umuarama.