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22/09/2017 14:21 | Autor: Editor

Primavera começa hoje e agricultores esperam chuva para o plantio da safra verão

A primavera começa às 17h02 desta sexta-feira e termina às 13h28 de 21 de dezembro e, segundo a previsão do Sistema Meteorológico do Paraná, o primeiro dia da estação será estável, sem chuvas, com temperaturas altas em todas as regiões do Estado e com umidade relativa do ar baixa.
Deve chover sábado no Oeste, Sudoeste, Litoral e na Capital.

A falta de umidade está impactando o setor produtivo

A distribuição das chuvas durante a nova estação deve acompanhar a média histórica no Paraná onde a primavera se caracteriza pelo retorno das chuvas abundantes.
De acordo com o meteorologista do Simepar, Cezar Duquia, outubro inicia com um desvio positivo de chuvas ao longo da Bacia do Rio Iguaçu com 50 a 70 milímetros acima da média.
Nas demais regiões as chuvas caem dentro da média climatológica histórica, com variações mensais.
Para novembro estão previstas chuvas dentro da média e em dezembro devem cair abaixo em todas as regiões paranaenses.
Quanto às temperaturas, a previsão é de comportamento na média no primeiro mês: em novembro e dezembro, devem variar entre a média e acima dela.
Há probabilidade de 55% a 60% de que o fenômeno climático La Niña comece a se formar nesta primavera e se estenda durante o verão 2017-2018, conforme sugerem simulações feitas pela maioria dos modelos climatológicos americanos.
É o que indica o diagnóstico emitido no último dia 14 pelo Centro de Previsões Climáticas da Administração Nacional Oceânica Atmosférica.
Oposta ao El Niño, a La Niña resfria a temperatura das águas do Oceano Pacífico tropical, central e oriental, provocando mudanças nos padrões de chuvas e temperaturas em todo o planeta.
Duquia explica que como os eventos meteorológicos característicos da primavera variam muito no tempo e no espaço, os valores podem afastar-se da média
pontualmente ou em algumas microrregiões.
A estiagem e as altas temperaturas durante o inverno impactaram a agropecuária: a semeadura da soja e do milho atrasou e a do feijão das águas foi comprometida na maioria dos municípios devido à falta de umidade do solo.
Na primeira orada da cultura do café é esperado um elevado índice de aborto.
As pastagens foram prejudicadas, diminuindo a fonte de alimentos para animais de criação.
Além disso, aumentou a quantidade de queimadas em função do grande volume de material vegetal seco com alto poder combustível.