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21/08/2017 15:01 | Autor: Editor

Deputados vão votar o perdão de suas próprias dívidas

Paranaenses também integram a bancada do calote

Diversos congressistas e suas empresas devem quase 1 bilhão de reais ao Brasil em impostos e contribuições à Previdência e ao FGTS.
Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, deputados e senadores somam 946 milhões de reais em dívidas em aberto, isto é, que não foram renegociadas e não estão sendo pagas.
Se incluídas na conta as dívidas regularizadas o montante devido pelos parlamentares sobe para 1 bilhão 460 milhões de reais.
Os valores se referem a dívidas dos congressistas, das empresas de que são sócios ou diretores e também compromissos vencidos dos quais eles são fiadores ou corresponsáveis.
Os dados foram fornecidos pela PGFN ao Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional , via Lei de Acesso à Informação.
A “bancada do calote” é formada por mais de um quinto da Câmara e quase um terço do Senado , envolvendo 115 deputados e 25 senadores que não pagaram as obrigações em dia nem renegociaram as dívidas.
Além deles, a lista de parlamentares com dívidas pendentes inclui oito senadores e quatro deputados da atual legislatura que estão fora de exercício , sendo seis licenciados, três suplentes, dois falecidos e um cassado.
A relação fornecida pela PGFN tem ainda 60 deputados e 14 senadores com dívidas em situação regular.
Os parlamentares endividados estão entre os que vão votar a Medida Provisória 783, publicada no fim de maio, que cria um novo programa de refinanciamento de dívidas, conhecido popularmente como “Refis”.
O relator da MP, deputado Newton Cardoso Júnior , do PMDB de Minas Gerais, é um dos maiores devedores da União.
Ele dirige empresas que têm 55 milhões e 700 mil reais de dívidas em situação irregular e mais 27 milhões e 900 mil em débitos regularizados.
Foi dele a ideia de incluir na MP o perdão de 99% dos juros, multas e encargos dessas dívidas que, na prática, ficariam reduzidas a pouco mais que seu valor nominal.
Na lista constam os nomes dos paranaenses: Nelson Meurer, Rocha Loures, Edmar Arruda, do Ministro das Saúde Ricardo Barros e do deputado federal Alfredo Kaefer.