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08/08/2017 14:48 | Autor: Editor

Polícia Federal indicia a senadora paranaense Gleise Hoffmann

Acusação diz ter provas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal concluiu que a senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, cometeu crimes de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro na campanha eleitoral para o Senado em 2014.
O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal em segredo de Justiça, mas sabe-se que em fevereiro 2016, a PF apreendeu documentos na casa de Maria Lúcia Tavares, secretária da Odebrecht, que atuava no setor de operações estruturadas, conhecido como departamento da propina.
No material apreendido estavam planilhas indicando dois pagamentos de 500 mil reais a uma pessoa de codinome "coxa", além de um número de celular e um endereço de entrega.
A investigação identificou que a linha telefônica pertencia a um dos sócios de uma empresa que prestou serviços de propaganda e marketing na última campanha da senadora Gleisi Hoffmann, segundo informou a PF por meio de nota.
A PF encontrou outros seis pagamentos no mesmo valor, além de um de 150 mil reais em 2008 e duas parcelas de 150 mil reais em 2010.
Os investigadores identificaram ainda os locais onde os pagamentos foram realizados e as pessoas responsáveis pelo transporte de valores.
O material foi apresentado pela Odebrecht na delação premiada dos executivos e ex-executivos da companhia.
De acordo com a nota divulgada pela Policia Federal, há elementos suficientes para apontar a materialidade e autoria dos crimes de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro praticados pela senadora, seu então chefe de gabinete, Leones Dall Agnol, e seu marido, Paulo Bernardo da Silva, além dos intermediários no recebimento, Bruno Martins Gonçalves Ferreira e Oliveiros Domingos Marques Neto.