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01/08/2017 14:45 | Autor: Editor

Paraná e Rio Grande do Sul reduzem estimativas de produção de trigo

Paraná e Rio Grande do Sul, os dois principais Estados produtores de trigo do país, podem não atingir o patamar de 5 milhões de toneladas neste ano, ou seja, um milhão do que obtiveram na safra passada.

Geadas e falta de chuvas são os principais fatores

Geada, falta de chuva e área menor são os principais componentes dessa queda.
O Paraná, maior produtor nacional, revisou os dados de produção pela primeira vez depois das geadas ocorridas no Estado neste mês.
Os novos números apontam para uma safra de 2 milhões e 280 mil de toneladas: as estimativas anteriores indicavam 3 milhões e 100 mil toneladas.
Para Carlos Hugo Godinho, engenheiro-agrônomo do Departamento de Economia Rural do Paraná, essa quebra pode se acentuar ainda mais.
Além da dificuldade de se quantificar os efeitos das recentes geadas, há a predominância de um clima seco.
As lavouras gaúchas sofreram os efeitos de três geadas consecutivas, que queimaram parte da superfície das plantas.
Agora, sofrem as consequências da falta da umidade.
Os produtores deveriam estar cuidando das lavouras, com aplicações de herbicidas, fungicidas e complementação de fertilização, mas não conseguem devido à baixa umidade do solo.
Após passar por um período de - 3ºC, as lavouras sofrem os efeitos de temperaturas de 27ºC por longas horas durante o dia.
O Rio Grande do Sul semeou 727 mil e 700 hectares com trigo e espera uma produção de 1 milhão e 800 mil toneladas de trigo.
Paraná e Rio Grande do Sul diferem um pouco nos métodos de previsão de produtividade: os gaúchos partem de uma média conservadora, enquanto os paranaenses estimam o potencial total da safra.
Os gaúchos partem de um mínimo de produtividade e vão reajustando a safra para cima, se tudo der certo.
Já os paranaenses partem de um potencial máximo e vão reajustando a safra para baixa, se houver problemas na produção.
No Paraná já são 40 dias sem chover, mas a previsão meteorológica aponta precipitações pluviométricas para esta quinta-feira.
O Deral reajustou os dados da área cultivada com trigo no Estado: as novas estimativas indicam 956 mil hectares, abaixo dos 977 mil previstos no mês anterior.
A quebra de produção de trigo, provocada pela geada, já foi assimilada pelo mercado, acredita Godinho, acrescentando que o valor médio de 36 reais pago pela saca do cereal é inferior ao preço mínimo estabelecido pelo governo e ao custo variável médio de produção.