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06/07/2017 14:20 | Autor: Editor

Corte de gastos do governo federal começa a afetar serviços da PRF no Paraná

O corte de gastos feito pelo governo federal começa a afetar os serviços prestados pela Polícia Rodoviária Federal também no Paraná.

Está suspenso o resgate aéreo, além das escoltas em rodovias

Na esteira do anúncio feito na noite de terça-feira pela direção nacional da corporação, a seccional paranaense confirmou que a partir de ontem os serviços de resgate aéreo e escolta de cargas superdimensionadas e escoltas em rodovias federais estão suspensos em todo o Estado.
Os serviços são os primeiros a serem afetados por conta do contigenciamento de gastos imposto pelo decreto de 30 de março de 2017, que dispõe sobre programação orçamentária e financeira do Poder Executivo Federal para este ano.
O documento determinou o corte de 58 bilhões e 200 milhões de reais do orçamento para cumprimento da meta fiscal deste ano, o que resultou, no caso da PRF, num orçamento 44% menos do que o solicitado.
Nos próximos dias, outras atividades deverão ser suspensas ou reajustadas em face do orçamento menor do que o pedido pela corporação.
Segundo o governo federal, a medida foi necessária para compensar o crescimento do Produto Interno Bruto do país abaixo do estimado inicialmente.
De acordo com Maciel Júnior, porta-voz da PRF no Paraná, ainda estão sendo analisados como serão feitos os demais cortes que a direção nacional já anunciou, como o fechamento de unidades, a alteração no horário de funcionamento das unidades administrativas e a redução do policiamento nas estradas.
Na nota divulgada anteontem, inclusive, a PRF afirmou que divulgaria nos próximos dias um cronograma com o fechamento de postos em todo o Brasil.
No Paraná, porém, a corporação afirma não ter ainda um prazo para definir todos os detalhes sobre as mudanças na operação.
O paranaense deverá sentir nos próximos meses e ver nos próximos balanços impacto do contigenciamento de gastos sobre a atuação da Polícia Rodoviária Federal.
Para se ter noção do tamanho do problema, entre 2007 e 2016 a corporação realizou 3.167 atendimentos aeromédicos, o que dá uma média de 316 atendimentos por mês: a partir de hoje, o serviço está suspenso.