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22/06/2017 15:27 | Autor: Editor

Richa e Temer preparam anuncio de medidas fiscais

Beto Richa vai arranjar nova encrenca com o funcionalismo

Quando voltar da viagem oficial à Rússia e à Noruega, o presidente Michel Temer deve decidir quais medidas farão parte do “pacote de bondades” que sua equipe prepara para segurá-lo por mais tempo no cargo.
As iniciativas em estudo misturam agrados a eleitores, empresários e políticos, às custas das contas públicas.
De um lado, os assessores políticos querem medidas generosas e o próprio presidente Temer quer algo que ajude a retomar o consumo, aumentar a renda da população e estimular investimentos.
De outro lado, os chamados “econômicos”, liderados pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles , avisam que não há espaço fiscal para grande coisa.
O principal argumento deste grupo é que ampliar gastos e abrir mão de receita pode significar a perda da confiança que ainda restou entre o mercado financeiro.
De olho na classe média, o governo pensa em ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda, ou então cobrar menos dos assalariados mais abonados.
Hoje quem ganha pouco menos de 2 mil reais por mês está livre das garras do Leão, mas no Planalto há quem defenda dobrar esse limite, que chegaria a 4 mil reais.
Outra possibilidade é reduzir de 27,5% para 18% a alíquota mais alta do imposto, hoje cobrada de quem ganha acima de 4.664 reais por mês.
A compensação pela perda de receita viria na retomada da cobrança de Imposto de Renda sobre dividendos, extinta em 1995, cuja medida afetaria principalmente a parcela mais rica da população, sócia de empresas.
Para agradar às camadas mais pobres da população, o governo avalia reajustar o Bolsa Família em 4,6%, acima da inflação acumulada nos últimos 12 meses.
No ano passado, Temer havia reajustado os benefícios em 12,5%, em média, após dois anos sem alterações.
Aqui no Paraná, está cercado de expectativas o conteúdo do pacote de medidas fiscais que o Governador Beto Richa enviará à Assembleia Legislativa nos próximos dias.
Richa viajou para Londres na semana passada ainda sem os detalhes finais dos projetos cerca de dez projetos de lei, mas já se sabe que haverá mais polêmica com o funcionalismo.
Deputados da base aliada admitem que esse tipo de coisa causa desgaste, por mais que as medidas não sejam coisas tão fortes.
Segundo eles, as propostas nem de longe são tão drásticas quanto as de 2015, que culminaram com o massacre de servidores em praça pública no 29 de abril.
Aparentemente, dessa vez o governo deve se concentrar em itens muito específicos de certas categorias e que são vistos como benefícios caros demais.
Gratificações de certas categorias que hoje chegam a limites maiores, por exemplo, poderiam ter um teto de 2 mil reais e o utras funções poderiam perder a gratificação de dedicação exclusiva, o que deve acontecer principalmente nas universidades estaduais.