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19/05/2017 15:24 | Autor: Editor

Programa de energias renováveis lança um novo projeto para a região

Para viabilizá-lo o Banco do Brasil vai disponibilizar 1 bilhão de reais
O Banco do Brasil deve investir nos próximos anos até 1 bilhão de reais na região do Oeste Paranaense, em linhas de financiamento voltadas à produção de energia a partir da biomassa.
O Programa Agro Energia foi lançado ontem no Parque Tecnológico Itaipu, em Foz do Iguaçu e na região é voltado ao biogás, o programa conta com a parceria da Itaipu Binacional e do Centro Internacional de Energias Renováveis entre outros.
Conforme o diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, Marco Túlio Moraes da Costa, já existe na região, um elo produtivo identificado e mapeado e o trabalho que a Itaipu e o CBIogás vêm fazendo facilita o acesso da instituição financeira aos produtores de forma mais organizada.
Em abril, o mesmo programa, mas voltado especificamente aos projetos fotovoltaicos, já havia sido lançado em Rio Verde no Estado de Goiás.
Para o superintendente de Energias Renováveis da Itaipu, Paulo Schmidt, a empresa já tem atuado na preservação dos recursos hídricos e destinação correta dos resíduos e agora, é um segundo momento com a possibilidade de gerar ganhos aos produtores rurais, especialmente nas cadeias de proteína animal.
Ele lembra a parceria entre Itaipu e Copel, por meio do Programa Mais Clique Rural, que tem o objetivo de modernizar a distribuição de energia e internet no meio rural.
As linhas de crédito serão usadas para a instalação dos biodigestores, compra dos geradores e integração da propriedade agrícola à rede elétrica.
Os juros subsidiados variam de 2,5% a 8,5% ao ano, dependendo do tamanho da propriedade.
Estima-se que o retorno do investimento aconteça em no máximo cinco anos. O valor investido na região vai depender dos projetos que chegarem ao Banco do Brasil.
Durante a solenidade ontem em Foz do Iguaçu, a Cooperativa LAR assinou um memorando de intenções para levar o financiamento do Banco do Brasil aos seus associados.
O CBIogás e a Itaipu Binacional também assinaram o documento.
A criação da linha de crédito tem origem em uma demanda levantada pela Câmara Técnica de Energias Renováveis do Programa Oeste em Desenvolvimento, do qual Itaipu e CBIogás fazem parte.