Rádio Difusora

(45) 9-9841-0044
19/05/2017 15:03 | Autor: Editor

Lideres já discutem nomes para a sucessão de Michel Temer

Apesar de o Presidente Temer ter declarado que “vai escapar desta antes do que muitos imaginam”, ganha corpo no Congresso a discussão sobre a linha sucessória.

Três nomes já são cogitados para a sucessão: Henrique Meirelles, Gilmar Mendes e Fernando Henrique Cardoso
Líderes políticos já iniciaram as negociações para uma eventual sucessão do atual presidente Michel Temer.
No cenário de uma eleição indireta, ganham força neste momento os nomes do ministro Henrique Meirelles, da Fazenda; Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
A presidente do Supremo, Cármen Lúcia, enfrenta resistência dos parlamentares, responsáveis pela escolha no cenário de uma eleição indireta.
Para o Congresso, onde muitos são alvo de investigações, Cármen estaria muito identificada com a Operação Lava Jato.
A favor de Meirelles pesam os primeiros sinais de recuperação da economia e o bom trânsito com PT, PMDB e PSDB.
O ministro da Fazenda comandou o Banco Central nas duas gestões de Lula na Presidência.
Há, no entanto, o receio de que Meirelles seja citado em eventuais delações do doleiro Lúcio Funaro e do deputado cassado Eduardo Cunha.
Os congressistas também têm simpatia por Gilmar Mendes, principalmente após ele ter feito duras críticas à Lava Jato.
O ministro do Supremo e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral assumiria, se eleito, sob a condição de conduzir o País até as eleições presidenciais do ano que vem, porém essa alternativa não agrada a setores do PT e de outros partidos de esquerda.
A favor do tucano Fernando Henrique Cardoso , pesa a credibilidade política pois uma vez eleito, ele teria papel semelhante ao que teve no governo Itamar Franco de 1992 a 1994, quando assumiu a Fazenda e deu início a uma era de estabilidade econômica.
A alternativa FHC porém dificilmente seria aceita por Lula e pelo PT.
A Constituição Federal é clara no artigo 81, em que diz que, no caso de vacância dos postos de presidente e vice-presidente, nos últimos dois anos de mandato, quem assume é o presidente da Câmara dos Deputados e ele deve convocar eleições indiretas no prazo de 30 dias.
Não há na lei, contudo, regras específicas para quem pode ou não concorrer para eleições indiretas.
Valem-se, portanto, as regras de inelegibilidade , ou seja, as mesmas que regem as eleições diretas.
A Lei Complementar 64 diz que, no caso de presidente da República, não pode ser eleito quem tenha exercido um cargo de ministro de Estado, advogado-geral da União ou consultor geral da República, além de cargos de magistrados, governadores e prefeitos.
Em tese, isso eliminaria todos os principais nomes que tem surgido.