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18/05/2017 14:47 | Autor: Editor

Após denúncias Temer cancela agenda e recebe aliados em Brasília

No dia seguinte à reportagem que revelou que o presidente Michel Temer deu aval para comprar o silêncio de Eduardo Cunha, o Presidente brasileiro afirma ser vítima de “conspiração”, que está “firme” e que não vai renunciar.

Temer se diz vítima de conspiração e não admite renuncia
Hoje pela manhã ele recebeu parlamentares do Acre pontualmente às 8h, seguindo a agenda oficial.
Na ocasião disse que assim que tiver acesso às gravações com conversas com o empresário Joesley Batista, vai gravar um depoimento em cadeia nacional de rádio e televisão.
Depois disso Temer decidiu cancelar os demais compromissos que constavam na agenda oficial e recebeu ministros do núcleo político em seu gabinete no Palácio do Planalto.
A decisão de cancelar os compromissos foi tomada um dia após o colunista do jornal "O Globo" Lauro Jardim informar que os donos do frigorífico JBS, Joesley e Wesley Batista, disseram em delação à Procuradoria-Geral da República que gravaram o presidente dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha.
No diálogo, captado por meio de um gravador escondido, Temer teria indicado a Joesley o deputado Rodrigo Rocha Loures, do PMDB do Paraná, para resolver um assunto da holding que controla a JBS no Conselho Administrativo de Defesa Econômica.
Na conversa, o empresário ainda perguntou a Temer se poderia tratar "de tudo" com o parlamentar, ao que o presidente teria respondido sucintamente: "Tudo".
Em nova gravação entregue aos procurados, feita em vídeo dias depois, o parlamentar foi flagrado recebendo uma mala com 500 mil reais que teria sido enviada pelo empresário Joesley Batista.
Tanto a conversa com Temer quanto a entrega do dinheiro teriam ocorrido em março.
Rodrigo Rocha Loures foi assessor especial da Presidência e assumiu, recentemente, o mandato na Câmara na condição de suplente do ministro da Justiça, Osmar Serraglio.
Quando o hoje presidente da República ainda era vice, era Rocha Loures quem cuidava de sua agenda.
Além da mesada a Cunha, Joesley disse à Procuradoria-Geral da República que pagou 5 milhões de rais para Cunha após o peemedebista ter sido preso, no ano passado, e que havia combinado dar mais 20 milhões de reais referentes à tramitação de uma lei que beneficiaria a JBS.
Diferentemente de outras delações, no caso da JBS, a Lava Jato promoveu "ações controladas", em que a operação policial é adiada para que seja possível obter flagrantes que possam ser usados como provas nas investigações.