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12/04/2017 14:29 | Autor: Editor

Base aliada evita instalação de novas CPIs para blindar administração de Beto Richa

Base aliada evita instalação de novas CPIs na Assembleia para proteger administração de Beto Richa

Investigações na Receita Estadual e Secretaria de Educação preocupam o Governo

Os pedidos para instalação de seis novas Comissões Parlamentares de Inquérito na Assembleia Legislativa do Paraná levaram deputados da base aliada e da oposição ao governador Beto Richa a baterem boca durante a sessão plenária de ontem.
Em um dos momentos mais acalorados, o presidente da Casa, Ademar Traiano , xingou o vice-líder oposicionista, Requião Filho, que criticava a diretoria legislativa.
Segundo o líder do PMDB, Nereu Moura, os requerimentos foram apresentados de uma vez, no final de fevereiro, como forma de evitar que suspeitas de corrupção na administração Beto Richa fossem também investigadas, pois o regimento interno da AL só permite que cinco CPIs funcionem concomitantemente.
Atualmente, estão em curso duas: a dos Animais e a das Construtoras, Incorporadas e Imobiliárias.
A "lista de espera" conta com outras sete, chamadas pelo peemedebista de laranjas: Contrabando; Questões Fundiárias; Atestado Médico; Violência e vandalismo; Ensino Superior; Telefonia e Porto de Paranaguá.
Para que as CPIs saiam do papel, é preciso garantir o apoiamento de no mínimo 18 deputados.
As tentativas para apurar os esquemas de corrupção na Receita Estadual na Operação Publicano e na Secretaria de Educação do Paraná, com a Operação Quadro Negro seguem desde março de 2015.
Hoje, a primeira delas conta com 16 assinaturas, enquanto a segunda com 13, portanto ainda sem o numero necessário.
Para "piorar" a situação da oposição, dois dos parlamentares que deram o aval estão afastados: Paranhos, do PSC que assumiu a Prefeitura de Cascavel e Chico Brasileiro, do PSD, a de Foz do Iguaçu.