Rádio Difusora

(45) 9-9841-0044
10/04/2017 14:36 | Autor: Editor

Reforma da Previdência deve ser rejeitada na Câmara

Por enquanto são 272 votos contra e apenas 99 a favor


Às vésperas de mais uma semana com votações importantes no Congresso, como a do projeto que cria o Regime de Recuperação Fiscal , e trabalhando no convencimento parlamentares para conseguir aprovar a reforma da Previdência, o presidente Michel Temer reuniu-se ontem no final do dia com aliados na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
Também participaram do encontro os ministros Raul Jungmann, da Defesa; Bruno Araújo , das Cidades; Antonio Imbassay, da Secretaria de Governo e Mendonça Filho, ministro da Educação, alem do presidente do Senado, Eunicio Oliveira, e o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro.
Temer tem buscado apoio da base para que os partidos fechem questão em relação à reforma da Previdência.
O PPS, por exemplo, que tem duas pastas, Defesa, com Raul Jungmann, e Cultura, com Roberto Freire, mostrou infidelidade na votação do projeto de terceirização na Câmara, ao lado do próprio PMDB, do PSDB e de outros aliados.
Temer, segundo interlocutores, tem se mostrado "obstinado" pela aprovação da reforma da Previdência, porém o Placar da Previdência, levantamento realizado pelo Grupo Estado com deputados a respeito de reforma que tramita na Câmara, mostra que o número de parlamentares contrários à proposta continua em 272, enquanto o dos que são a favor subiu para 99.
Até ontem a tarde eram 35 indecisos; 61 não quiseram responder; 44 não foram encontrados, e um disse que deve se abster.
Além dos debates em torno da reforma da Previdência, o governo também tem pela frente na Câmara esta semana a votação do texto do projeto que prevê auxílio financeiro para os Estados com dificuldade financeira.
A matéria seria apreciada na semana passada, mas diante da possibilidade de o texto não ser aprovado a votação foi transferida para esta semana.
Este é o segundo projeto sobre o tema, pois o primeiro foi vetado pelo presidente Michel Temer em razão de o parlamento ter retirado as contrapartidas exigidas pelo governo.