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10/04/2017 14:19 | Autor: Editor

PT inicia tentativa de reconstrução com eleições diretas para novos dirigentes

Em meio à maior crise de seus 37 anos de história, o PT iniciou neste domingo uma tentativa de reconstrução do partido com o Processo de Eleições Diretas, que vai escolher os novos dirigentes municipais e delegados para os congressos estaduais.

A senadora Gleisi Hoffmann deve assumir a presidência nacional

O processo culmina nos dias 1.º, 2 e 3 de junho, em Brasília, com o 6.º Congresso Nacional da legenda, onde será escolhida a nova direção nacional e definidos os rumos do partido depois do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, da derrota histórica nas eleições municipais de 2016 e da prisão de petistas importantes envolvidos no esquema de desvios da Petrobrás.
Com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da corrente majoritária Construindo um Novo Brasil, a senadora Gleisi Hoffmann concorre à presidência nacional.
O senador Lindbergh Farias também tentava viabilizar a candidatura.
Correntes internas e filiados inscreveram dez teses que servirão de base para a elaboração do novo programa partidário e para definir o futuro da sigla.
A leitura dos principais textos mostra que o PT vai ter de optar entre uma proposta de esquerda conciliadora, a exemplo dos governos de Lula, ou a radicalização que marcou os primeiros anos do partido.
Outro ponto de debate é a forma e a profundidade da autocrítica que o partido deve fazer em relação aos erros cometidos em 13 anos à frente do governo federal e a casos de corrupção envolvendo petistas.
Em sua tese, a corrente Construindo um Novo Brasil defende o modelo capital/trabalho, simbolizado pela chapa Lula-José Alencar nas eleições de 2002 e 2006.
Ao todo, 62 mil pessoas se inscreveram para disputar cargos de direção municipais: a eleição ocorre em 4.100 cidades brasileiras.