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13/02/2017 14:25 | Autor: Maguinho

Eleições gerais de 2018 serão marcadas pela volta do voto impresso

As eleições gerais de 2018 que vão escolher os próximos presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais será marcada pela volta do voto impresso.

A medida vai resultar em um custo de 1 bilhão e 800 mil reais

A novidade foi incluída na minirreforma eleitoral aprovada pelo Congresso em 2015 pelo Congresso e vetada pela então presidente Dilma Rousseff, mas o veto foi derrubado pelos parlamentares.
Os defensores da exigência alegam que ela garante que o resultado das eleições seja auditado, o que é inviável no sistema atual, enquanto que os críticos apontam que ela é dispendiosa e ineficiente, trazendo mais problemas do que vantagens.
O Tribunal Superior Eleitoral já está trabalhando para implementar a mudança.
As urnas eletrônicas passarão a contar com impressoras, para registrar em papel o voto, que poderá ser visualizado por meio de um visor e cairá diretamente numa urna inviolável, que estará acoplada ao equipamento.
Caso a impressão não corresponda ao voto digitado, o mesário deverá ser avisado: a estimativa de custo do TSE é de 1 bilhão e 800 milhões de reais.
O eleitor não poderá tocar ou levar consigo o voto impresso, nem trazê-lo pronto de casa para depositá-lo na urna, que não terá qualquer acesso externo.
Os votos impressos só serão considerados como subsídio de uma eventual auditoria a ser realizada em um urna em particular.
Segundo Rafael Azevedo, coordenador de logística do TSE, além do custo, a implementação do voto impresso constitui um desafio técnico.
Um deles é o encaixe padronizado do equipamento para que a impressora não seja deslocada do local na hora do voto, que ainda tem que ser desenvolvido.
Outro diz respeito ao consumo de energia elétrica do equipamento.
Além desses, a equipe de especialistas da Justiça Eleitoral ainda se depara com os requisitos eleitorais que são impostos por lei.
Um deles, por exemplo, determina que a urna eletrônica utilize uma placa específica e, além das questões de engenharia, a Justiça Eleitoral terá que determinar algumas condições objetivas da licitação, como os níveis de estabilidade do equipamento, taxa de falha e se o mercado oferece algum modelo de impressão livre de atolamento.
Também são considerados como será realizado o transporte desses equipamentos, a vida útil das impressoras baseado nos critérios exigidos, a manutenção do sigilo do voto, adequação as normas internacionais e por fim a embalagem que terá que se moldar ao que for o projeto.
Durante a cerimônia de lacração dos sistemas eleitorais para as eleições municipais do ano passado, o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, criticou a reintrodução do voto impresso no sistema eleitoral brasileiro.